Viagem alia estudo e vivência na Amazônia

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Alta Floresta (MT) nasceu com o objetivo de integrar a região ainda desocupada ao território nacional, no que ficou conhecido como o movimento de “integrar para não entregar”. Com o passar do tempo a cidade foi crescendo e em 1979 ganhou esse nome, que foi o escolhido em um concurso entre escolas de Cuiabá. Continuar lendo

Grupo Corpo apresenta nova coreografia

A partir de segunda-feira (03/08/09), alunos, professores e funcionários do Band podem adquirir seus ingressos no Departamento Cultural.

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Nascida em Belo Horizonte há 34 anos, percorrendo 14 países e construindo uma identidade própria, o Grupo Corpo lança mais uma coreografia inédita: Imã. Com passos leves e alegres, os dançarinos pouco ficam no chão.
O espetáculo a ser assistido pelos alunos do Band no dia 14 de agosto, sexta-feira, às 21h, no Teatro Alfa. Continuar lendo

Bandeirantes por dentro da Flip

Entre 1º  e 5 de julho, Paraty, no litoral fluminense “respirou” literatura durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A sétima edição do evento, que já é considerado um dos festivais internacionais mais importantes do ramo, foi marcada por mesas, bate-papos e palestras com ícones da literatura, como Chico Buarque e Gay Talese.

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Quem não esteve na cidade, pôde acompanhar a cobertura completa da Flip no site do Band, por meio da parceria firmada entre o Colégio e o blog Jornal de Debates.

Os colaboradores do blog, das mais diversas áreas, transmitiram os fatos de modo diferenciado. “As mesas de que participei me permitiram conhecer alguns escritores novos como Lobo Antunes e o mexicano Mario Bellatin”, contou a jornalista e ex-aluna do Band Júlia Alquéres, formada em 2004, que já carrega obras desses escritores na bolsa.

Para as próximas edições da Flip, Pedro Markun, editor do Jornal de Debates, tem mais planos. “A parceria entre o Band e o Jornal de Debates foi essencial, por ser uma proposta inovadora que exigiu uma presença diferente das que tivemos nos dois anos anteriores”, contou. “Agora, meu desejo é que nos próximos anos nós consigamos trazer alguns alunos do Colégio para que nos ajudem a montar a publicação”, finalizou.

Leia a cobertura completa da Flip 2009 clicando aqui.

Direto da Flip: Rodrigo Lacerda presta homenagem à Domingos de Oliveira

 
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A estudante de comunicação Júlia Alquéres, ex aluna do Band, realiza cobertura da prestigiada Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Confira:
“O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal. 
O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo. 
Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá suportá-los com coragem e mansidão. 
Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.
A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria. 
Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos”.
Essas palavras são ditas por Cabral no final do filme Separações, de Domingos de Oliveira, lançado em 2003. Com elas, o escritor Rodrigo Lacerda fechou a mesa dois da Flip homenageando o cineasta e dramaturgo Domingos de Oliveira, que estava presente. 
E bastou ouvir Domingos por vinte minutos para constatar que ele é mesmo um homem lúcido. Casou-se e separou-se cinco vezes, sofreu muito em todas elas. “Na primeira, fiquei tão desarticulado que achei que os prédios da rua iam cair na minha cabeça”, conta. “Então eu descobri a psicanálise e o álcool”, ri. Foi também desta vez que ele socou a parede e quebrou uma das mãos. Mesmo assim, não abandonou a flauta. Aliás, o instrumento passou a ser um dos seus únicos alentos.  “Eu não conseguia falar, só tocava. Ia para o psiquiatra e ficava tocando flauta com a mão quebrada”, confessa.
Para Domingos, a dor da separação só pode ser comparada com a dor da morte de um homem. E, se o sofrimento humano muitas vezes não pode ser resolvido, que pelo menos possamos encontrar qualquer conforto na arte. É imitando a vida que Domingo faz seus filmes. Segundo ele, a arte deve explicar a vida e criar motivos para que continuemos aqui.   

E agora me lembro de uma frase de Nietzsche que certamente deve ser conhecida pelo cineasta. “Temos a arte para que a verdade não nos destrua”. E o ser humano deve então ser lúcido, muito lúcido para amar e perder, perder e amar, amar e perder… É dura a vida. Nós bebemos, quebramos mãos, visitamos psiquiatras. Nós sofremos, mas temos a arte. Por ela, vivemos.

“O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência”.

Band por dentro da Flip

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Entre os dias 1º  e 5 de julho acontece em Paraty a sétima edição da Flip (Festa Literária Internacional de Parati), que este ano homenageia o escritor pernambucano Manoel Bandeira. A  cidade receberá milhares de convidados interessados em participar de mesas, bate-papos e palestras com grandes nomes da literatura mundial, como Gay Talese, e também escritores brasileiros, como Chico Buarque.

Para tazer as últimas notícias ao site do Band, o Colégio fechou parceria com a equipe do Jornal de Debates, que fará cobertura completa do evento com uma equipe multidisciplinar. “A cobertura da Flip será produzida por pessoas de diversas áreas, que enviarão seus textos, impressões, comentários, contos e crônicas pra gente, tornando o processo divertido e interessante”, explicou a editora Daniela Sílvia.

Além de Daniela, a equipe é formada pelo diretor da Nunklaki Comunicação, Pedro Markun, o editor de arte Felipe Meyer, os ilustradores Gil Tokio e Felipe Cunha e a jornalista e ex-aluna do Band, Júlia Alquéres.

Júlia formou-se em 2004 e atribui ao Band seu gosto pela Literatura. “Foi no Colégio que aprendi a gostar das obras literárias; lembro que, no segundo ano, nós tivemos que ler A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, e eu gostei tanto que li o livro três vezes”, conta Júlia. “Voltar à esfera do Band através da literatura é, na verdade, juntar duas coisas que eu gosto muito”, concluiu.

Outro diferencial da cobertura do Jornal de Debates é o olhar diferenciado sobre a FLIP. As postagens do Jornal de Debates serão publicadas  em tempo real aqui no Blog do Cultural e abordarão não só as pautas convencionais, mas aquelas que ficam de fora do noticiário diário.

Caso esteja na FLIP, e deseja enviar um texto de cobertura, escreva  para contato@jornaldedebates.com.br.